CRÔNICA – 01

  A Operação Carne Fraca e o Espiritismo
  
                A sociedade brasileira foi fortemente sacudida pelas notícias veiculadas, esta semana, em todas as mídias, sobre as investigações, promovidas pela Polícia Federal, em indústrias de produtos comestíveis de origem animal.
                Em pouco tempo, boa parte da população do país se polarizou entre: os assustados com o conteúdo das investigações e os que questionavam a própria operação em si. Razões de parte a parte, com alegações variadas, foram exaustivamente publicadas e compartilhadas, tanto nas mídias governamentais, na imprensa, como nas redes sociais.
                Mas, e o Espiritismo? o que teria ele a comentar sobre isso? Muita coisa! Muita!
                Ora, a questão da gravidade dos fatos e a validade da metodologia não competem ao exame direto do Espiritismo, embora os espíritas sejam absolutamente livres para exprimirem seu juízo sobre essas questões. E cada indivíduo particularmente responderá diante da Lei Divina, independente da lei humana, de acordo com as responsabilidades que possua.
                Há, entretanto, um ponto que, apesar de toda a maciça exposição desses fatos na mídia, não foi tratado: o animal. Sim, o principal personagem desse fenômeno foi esquecido.
A alimentação animal é o ponto fundamental dessa discussão e “O Livro dos Espíritos”, a obra fundamental do Espiritismo, que completará 160 anos no próximo dia 18 de abril, aborda isso nas questões 722 a 724, destacando que apesar das necessidades do corpo é meritório evitar a alimentação animal.
A violência promovida pela sociedade humana, que cria incontáveis animais ― muitos tratados com crueldade, apenas para atendimento de seus interesses ― é um indicativo do primitivismo que nos domina.
Reconhecendo a importância da proteína animal na sustentação da saúde do corpo físico, o Espiritismo recomenda que haja prudência quando do interesse de alterar a alimentação, para não comprometer a saúde, mas que se busque a progressiva redução, sem traumas, do consumo animal.
Três razões aí se impõem, prioritariamente: Os possíveis riscos orgânicos decorrentes da ingestão de produto de origem animal; a violência existente nos processos de cria, engorda e sacrifício dos animais e; a dependência desse tipo de alimentação, quando se percebe que a existência física é tão curta, ante a vida espiritual.
Assim, diante de tantas manifestações sobre os últimos acontecimentos na indústria frigorífica, não nos esqueçamos daqueles que, em silêncio, vêm, há tanto tempo, se submetendo aos nossos caprichos. Façamos, pelo menos, com que nossas vidas justifiquem tantas mortes para que possamos viver.
https://www.evernote.com/shard/s420/sh/7b6169e9-7e5c-4bab-bfa2-39ba389eb6c1/a47900f173ae1363e7459409c9f6b98a

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