CRÔNICA – 04

Suicídio de Jovens e o Espiritismo

                Eu gostaria de, como de costume, estar agora escolhendo um assunto comentado, para compor a coluna semanal espírita, mas a minha escolha foi alvejada por uma notícia que manchou todas as páginas que eu lia, procurando por um assunto: Mais um jovem decidiu partir antes da hora, e perto de mim…
                   Que assunto poderia superar as inúmeras interrogações de todos, ao redor, com seus mil “por quês”?
               Logo surgem os que afirmam que, tendo conforto material, saúde e família estruturada, nada justificaria.
                Segundo o Espiritismo, nossos dramas podem estar muito mais enraizados em nós do que supomos. Nossos filhos sendo almas muito antigas, tanto ou mais que nós, podem trazer conflitos seculares dentro de si, independente do que possamos lhes oferecer, nos curtos anos que temos de convivência com eles.
                Há muitos conflitos de outras existências e, quando o indivíduo renasce, algumas de suas companhias espirituais do passado podem visitá-lo produzindo angústias e tristezas, consideradas aparentemente sem causa. Começam isolando-os, fazendo-os se sentirem estranhos, estimulam-lhes a sensação do abandono e da inadaptabilidade, que os vai lentamente conduzindo ao fosso da depressão que os consome de dentro para fora. E, se não atentarmos, tornam-se como pássaros implumes que podem cair do ninho.
                Doutras vezes os conflitos não estão no ontem, suas causas são do hoje. Sejam violências legítimas ou não, elas acabam se tornando reais dentro de cada um de nós. E quando a alma não possui uma boa estrutura para suportar os traumas da vida, pode também, por motivos do agora, associado às fragilidades do ontem, projetar-se na negação de si mesma.
                Mas, o que fazer nesses casos? Diz o Espiritismo que o melhor antídoto para a dor da alma é o AMOR, aquele que consegue acolher a todos.
                Devolver isolamento com indiferença, não tem se mostrado uma medida eficaz.
É preciso acolher! Dar sentido às relações e buscar ajuda profissional, sempre que necessário.
Nestes casos a religião se apresenta como um excelente instrumento para o equilíbrio do indivíduo.
Numa sociedade cheia de estereótipos, que busca corpos perfeitos, desempenhos perfeitos e condutas perfeitas, é preciso saber amar as pessoas reais e aceitá-las como elas são.
E poder dizer: “Você não é perfeito, e daí? Eu aceito você do jeito que você é! Porque você é real! ”
                E é assim, aceitando os outros como são, aceitemos a nós mesmos também como somos e celebremos a vida que possui tanta coisa maravilhosa para ser vivida nesta sociedade imperfeita, mas bela, que existe para que aprendamos a amar também o que é imperfeito
https://www.evernote.com/shard/s420/sh/728bffe9-f682-4a54-91d3-ded18a5bfd43/10342985f9622e815b9513f1759b03a5

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